12 de março de 2011

Rali de Aventura

Esta postagem de hoje é uma mistura de desabafo e ironias. Como diz o ditado, é melhor rir do que chorar.

A dica é para quem gosta de adrenalina, automobilismo selvagem e suspense. Um lugar para se dirigir em meio a buracos e pavimento completamente irregular, atravessar rios que quase cobrem as rodas do automóvel, se deparar com paradas forçadas a cada nova conversão ou trecho vencido. O mar vermelho causador destas paradas não é ilusão de ótica. Porém não se sabe ao certo se são OVNIs ou apenas coloridas flores em meio a esta floresta selvagem.

O suspense se dá por conta das surpresas e mistérios possíveis de serem encontrados nestas paradas forçadas, incluindo ataques de piratarias e imprudência de outros pilotos desatentos. Também em certos casos é recomendável o uso de um veículo reforçado para evitar ser atingido por uma bala perdida vinda de caçadores camuflados.

Durante o trajeto são observados diversos animais selvagens, longe de estarem civilizados ou domesticados. Atravessam a sua frente sem avisar e impedem que você altere seu trajeto. Uma fauna arisca que adora rugir, mesmo quando estão longe de ter direito ou razão.

A ressalva se faz necessária se o seu objetivo for o de chegar em primeiro: em função das características acima descritas e do número absurdo de animais, neste rali a velocidade será quase sempre mínima.

Agora que chegamos ao fim desta minha postagem, faltou apenas eu dizer o lugar onde este rali pode ser encontrado: as ruas da cidade de São Paulo.

6 de fevereiro de 2011

Praia do Forte - Dia 7

Chegamos ao último dia antes da viagem de volta. Situação ideal para mais descanso, mais praia e para a busca por lembranças.

Pela manhã retornamos ao Papa Gente. Mais sossego e mergulho nas águas quentes entre corais e peixes. Guarda-sol grátis (pois não pegamos as cadeiras que eram cobradas), água de coco e muito sol.

Almoço novamente no Sabor da Vila com sua providencial e muitíssimo bem vinda sombra! Mais um peixe grelhado delicioso.

No fim da tarde, com o sol mais fraco, fomos visitar o Instituto Baleia Jubarte. Como não pudemos encontrá-las no mar (elas já tinham ido embora), pelo menos ficamos com uma visão do que poderia ter sido esta experiência. Um passeio tranquilo e agradável graças às árvores e ao verde presentes no local.

À noite resolvemos variar e fugir dos peixes e frutos do mar. Experimentamos uma deliciosa pizza de abobrinha na "7 Pizzas". O dono nos falou que eles tinham uma filial aqui em São Paulo, mas a verdade é que até hoje eu nunca a encontrei.

É claro que não posso terminar esta postagem sem relatar a oportunidade de registrar algumas fotografias noturnas a beira mar e de comprar lembranças, como cocadinhas e tartaruga marinha de pelúcia. E também devo mencionar um incrível cartão postal que ganhei neste dia, o primeiro de muitos.

 Ao fundo farol do Projeto Tamar visto a partir do Papa Gente

 Fóssil de baleia Jubarte no Instituto Baleia Jubarte

Fotografia noturna na praia do porto

15 de janeiro de 2011

Feliz 2011!

Um feliz 2011 a quem passar por aqui!

Ano de resolver assuntos do passado (diário da praia do forte, viagem para gramado, etc.), arrumar tempo e espaço em meio a tantas mudanças e programar e curtir a lua de mel na Austrália!

Muita expectativa e a certeza de que neste ano muitas novas viagens e descobertas virão!

Em tempo: para não faltar a dica da postagem, deixo duas para iniciar o ano bem.
  • Restaurante Condessa: decoração curiosa com muito artesanato brasileiro. Pratos com um toque exótico e deliciosos. Ambiente pequeno e aconchegante. Fica próximo ao Ibirapuera e da Av. Santo Amaro.
  • Brochuras e mapas: no lugar de comprar diversos e indecifráveis guias de viagens, a minha dica é a de pesquisar muito pela internet e solicitar o envio de brochuras e mapas por correio. Já tive boas experiências anteriores. E agora, mais uma vez estou aproveitando muito para a viagem para a Austrália.

Feliz ano novo!

31 de outubro de 2010

Básicos

Vivemos em uma era em que, apesar de toda a tecnologia e da evolução dos meios de transporte, nos deparamos cada vez mais com processos burocratizados, incompetências alheias e demandas inúteis que consomem o nosso tempo, nossas agendas e nossos pensamentos. Cada vez mais temos recursos para simplificar nossas vidas, mas cada vez menos estamos disponíveis para viver!

Tudo isso sempre nos traz perguntas como: "o que estamos fazendo aqui?", "onde queremos chegar?", porém quase sempre abandonamos estes pensamentos antes de obtermos as respostas.

A vida seria muito mais agradável e fácil se fôssemos simples, com a grande ambição de se viver o hoje no lugar de se alimentarem planos mirabolantes para se atingir o inatingível. O mundo ganharia muito mais se quem sempre age de forma correta não tivesse que ser penalizado pelos erros ou pelas espertezas dos outros.

E em meio a pensamentos como estes, surgem novas reflexões: uma sombra em nossa alma sempre é mais pesada quando abrimos espaço para ela. Mesmo nos mais difíceis percursos da vida, tudo fica mais fácil e melhor quando estamos em paz em nosso interior e feliz em nossas mentes.

Nesta linha de se simplificar a vida, de se valorizar o tempo e a família, apresento alguns roteiros básicos e despretenciosos. Lugares que em tempos de dúvida trazem a certeza de satisfação.

1. Carambolla
Trata-se de uma creperia em Moema, sempre um local tranquilo com pratos saborosos a um custo compatível. Após meses de frequência pudemos observar algumas pequenas mudanças no cardápio e no atendimento (lamentável o fim do suquinho de cortesia). Ainda assim, permanece sendo um lugar merecedor de diversas visitas (até porque eles oferecem um cartão fidelidade, no qual após 10 refeições ganha-se um crepe).
O cardápio reúne diferentes opções, como entradas, massas, saladas e tapiocas. Em muitas ocasiões tivemos vontade de variar, provar a tapioca por exemplo. Mas sempre acabamos mesmo nos deliciosos crepes acompanhados de sucos naturais. Uma vez já provamos uma entrada de espetinhos de queijo coalho com geléia de pimenta: ótima opção também!

http://www.carambolla.com.br/2008/carambola2008_wide.html

2. Zena Caffé
Talvez seja um pouco estranho chamar este local de básico. Já presenciamos fila de espera e em uma vez até desistimos de tentar uma mesa. Eventualmente vemos notícias sobre este restaurante em revistas sobre São Paulo (vejinha por exemplo). Mas consideramos um local onde temos a certeza de uma ótima refeição em uma ambiente também agradável.
Com relação aos pedidos usuais, não temos nem comentários para descrever as massas ao molho pesto ou de nozes. Satisfação garantida! Ainda queremos também programar uma ida em um fim de dia a este restaurante para provar as apetitosas focaccias. Pelo que já pudemos observar quando estas foram pedidas por outras mesas, aparentemente são deliciosas!
Já arriscamos também pedir carne e peixe lá, fugindo das usuais massas. Porém o resultado não foi tão motivador. Os pratos estavam gostosos, mas não se pode dizer que eram diferenciados e merecedores de uma visita especial ao restaurante. Podem ser encontradas opções de carnes e peixes iguais ou melhores em outros estabelecimentos.
De um modo geral, recomendo muito a visita, a observação dos painéis com fotos do litoral italiano, a análise das opções de vinhos disponíveis na casa, as massas, o queijo especial de lá. E se foram ao toalete, pensem em algo para a lousa e não se esqueçam de provar uma balinha!

http://www.zenacaffe.com.br/novo/index.html

21 de setembro de 2010

Artes, Embu

Em um fim de semana desses resolvemos conhecer Embu das Artes. Sabia que iria encontrar muita coisa sobre móveis e coisas para a casa, mas o resultado foi melhor do que o esperado.

Além dos diversos móveis como mesas, pequenos armários, cadeiras e aparadores, em madeira e em ferro, fomos surpreendidos pelos enfeites, antiguidades, móveis para crianças, muito artesanato, bijouterias e plantas e temperos diversos para montar uma horta, pomares ou bonsais (como por exemplo de pimenta ou de amoras), filhotes de cachorros, jurupinga, vinhos e queijos. Uma grande feira!

Como ponto ruim, no almoço pedimos picanha a aperitivo, a qual estava muito mal cortada e dura. Estava mais para coxão duro a aperitivo. Mas o arroz, o feijão e a farofa estavam razoáveis. A dica é então a de pedir as picanhas fatiadas na chapa, pois aí provavelmente as carnes serão melhores. Ou outra opção, é a porção de carne seca com aipim (ou mandioca). Não havíamos reparado nesta opção no cardápio (se é que havia), mas algumas bandejas que passaram ao nosso lado rumo a outras mesas estavam bem atrativas. O restaurante em que comemos se chama Casarão. E lá, como na maioria dos restaurantes do centro histórico, música ao vivo acompanhava o almoço.

Outra dica para o acesso: seguir pela Régis. Se na primeira indicação para Embu houver muito trânsito, siga mais um pouco pela rodovia e entre na segunda indicação para Embu, retornando pelo meio da cidade.

Quem não conhece vale a pena visitar, pois será praticamente impossível ir embora sem levar nada de lá.

16 de setembro de 2010

Praia do Forte - Dia 6

Seguindo a descrição desta viagem, realizada há cerca de 11 meses, chegamos ao 6° dia quando tivemos boas surpresas e muita curtição.
Esta jornada começou cedo, pois iríamos para Mangue Seco em passeio organizado por uma operadora de turismo local (Nozes Tur, indicada pela pousada em que nos hospedamos). Para quem não sabe, Mangue Seco fica ao norte do litoral da Bahia junto à divisa com Sergipe, e o local serviu de cenário para a novela Tieta do Agreste.
De forma resumida o passeio incluiu viagem por uma van entre a Praia do Forte e o norte da Bahia, translado de saveiro entre a estrada e o vilarejo de Mangue Seco, transporte por bugre, parada nos locais da novela (casa de Tieta, igreja, etc.), dunas (nem fracas a ponto de não empolgar nem tão radicais a ponto de assustar) e os coqueiros onde foi gravado o videoclipe da Daniela Mercury (se não me engano da música "O Amor de Julieta e Romeu"). No fim paramos em um quiosque onde passamos o restante da manhã, almoço e início da tarde, em frente a uma praia bonita, de mar aberto mas rasa e sem ondas muito grandes ou fortes, com direito a rede. Chegando à Praia do Forte ainda tivemos mais uma surpresa: alguns pequenos micos nos aguardavam na entrada da vila.

Cenário de Tieta


Romeu e Julieta


Mangue Seco

Como curiosidade conhecemos o "chuveiro" do quiosque. Na verdade, canos amarrados com cordas em buracos junto às estruturas do qual conseguíamos captar a água salobra.
Depois, no almoço, a grande surpresa da viagem: pedimos despretenciosamente uma porção de robalo frito pois queríamos poupar nossos apetites para o jantar. O pedido teve que ser feito assim que chegamos ao quiosquer para que o mesmo fosse preparado a tempo do almoço. Na hora combinada o robalo foi servido, e o mesmo estava simplesmente sensacional, talvez tenha sido o melhor peixe que comemos durante a nossa viagem.


Robalo Frito

No jantar, já de volta à Praia do Forte, fomos ao Terreiro Bahia (http://www.terreirobahia.com.br/) para que eu pudesse desfrutar de algo com que sonhava desde antes de nossa chegada à Bahia: lagostas. Para que o momento fosse então marcante e especial, escolhemos um restaurante com boas indicações, o qual não nos decepcionou em nada.
Acabei pedindo um prato denominado de "Sinfonia do Mar", contendo duas lagostas, pudim de siri, camarões e um delicioso peixe grelhado. As caipirinhas também estavam ótimas (não me lembro os sabores, mas eram misturas de frutas e de algumas especiarias). E no fim, outra surpresa do dia: a sobremesa, um pudim de tapioca com calda. Uma das melhores sobremesas que já comi até hoje!


Sinfonia do mar


Pudim de tapioca

Este foi o nosso 6° dia, e pelo que pude me recordar, não há nada que tenhamos feito nele que não possamos recomendar.

11 de setembro de 2010

Via Funchal - The Beats

Há algum tempo que gostaria de fazer um comentário sobre uma noite do fim do mês de julho na qual fomos ao Via Funchal prestigiar a apresentação de uma banda cover dos Beatles, conhecida como "The Beats" e que se denomina como a melhor banda Beatle do mundo.

Com relação ao show, uma excelente produção, com diversos cenários e figurinos para caracterizar as diversas fases dos Beatles. Em alguns momentos as semelhanças entre a banda argentina e John Lennon e George Harrison eram de arrepiar. Mas o Paul McCartney era um pouco decepcionante, em alguns momentos meio rouco e em outros um ligeiramente fanho. Como saldo geral, um ótimo show que vale a pena ser acompanhado.

Mas antes de encerrar esta postagem, preciso fazer um comentário sobre a casa. Pedimos uma Coca-Cola para matar a sede mesmo considerando o preço cobrado por ela. R$ 5,00, preço de balada, ok. Em seguida, adicionamos ao pagamento mais R$ 0,50 pelos 10% de serviço, ok novamente. Porém, a garçonete queria nos cobrar R$ 6,00 pois, segundo ela, a casa não trabalhava com moedas.

Logicamente que não ficamos incomodados pelo valor da diferença, insignificante, mas sim pela tentativa de nos enrolar. Tivemos que pagar os R$ 6,00, mas fizemos questão de solicitar a nota fiscal com o CPF (nota fiscal paulista). Enquanto aguardávamos o início do show, pudemos então observar a confusão que provocamos na equipe de atendimento, que estava perdida sem saber o que fazer, conversando entre eles para descobrir como resolver a situação. Isso foi uma grande diversão que valeu muito mais do que os R$ 0,50 que queriam nos engabelar. Mais ou menos uns 15 depois a garçonete nos entregou o troco em moedas (R$ 0,50) e após outros 10 ou 15 minutos um homem apareceu dizendo que estavam com problemas para emitir a nota fiscal e pedindo o nosso email para ele nos enviá-la posteriormente por email. É lógico que ainda estamos aguardando até hoje este email, mas isso não importa muito em função das risadas que demos.

Retorno

Após um longo período de muito trabalho e pouco descanso, estou retornando de alguns dias de férias (ainda do ano passado), de uma viagem para Gramado e região sobre a qual em breve comentarei, de volta ao trabalho e às postagens.

Para não perder o hábito, deixo aqui um comentário sobre a minha experiência deste último ano: não é nada bom ficar tanto tempo sem viajar! Portanto, sempre que possível recomendo que se façam as malas, evitando-se postergar as viagens. Principalmente quando se quer recordar lugares da infância, conhecer novos locais ou simplesmente visitar amigos que estão distantes.

11 de julho de 2010

Voar sem asas

Olá... os dias andam corridos e com issos as postagens rarearam por aqui. Ainda assim, não posso deixar de comentar sobre uma experiência fascinante: voar de balão!
Tudo começou em um sábado pela madrugada. Foi duro acordar às 04:00 hs da manhã e meia hora depois pegar a estrada rumo à Boituva, local de encontro para o vôo. Pelo menos, apesar de estarmos no inverno, o frio não era tão intenso.
O preço também não é nada barato, o que impede que esta pequena aventura se torne algo rotineiro.
E para completar, três pedágios na ida e mais três na volta para São Paulo em uma viagem de aproximadamente 1 hora cada trecho.
Apesar de tudo isso, a viagem já começou mágica na saída de casa: a lua cheia iluminava e guiava o nosso caminho rumo às emoções daquele dia. Chegando no local, acompanhamos a montagem das aeronaves e o inflamento dos balões.
O vôo foi incrível, trazendo uma sensação de tranquilidade, silêncio, paz e contemplação ao deslizarmos no ar sobre o verde do interior paulista.
Subíamos e descíamos ao longo do caminho, aquecendo o ar e alma de quem voava. Os outros balões ao nosso redor coloriam o céu tornando o clima ainda mais festivo. E, no fim, um café da manhã após 1 hora de vôo.
Mais uma aventura que certamente merece ser experimentada e repetida. Mais informações em: http://www.freeflyballoon.com.br/

Inflamento dos balões: ao fundo, detalhe da lua se pondo; a frente, o calor da chama


Nascer do dia


O vôo

22 de maio de 2010

Praia do Forte - Dia 5



Já faz algum tempo que esta viagem aconteceu. Mas como o que é bom nunca sai da memória, tentarei em poucas palavras descrever o nosso quinto dia na Praia do Forte.

Em poucas palavras principalmente porque este dia reservamos para não fazermos nada... descansar e ficar a toa...

Pela manhã, após o bom café da manhã, seguimos em direção à praia. Desta vez optamos por ficar nas barracas logo após o Projeto Tamar, antes das piscinas naturais do Lord. Trata-se de um local com poucas áreas sem corais na água. Portanto para se refrescar ali, apenas andando de chinelo ou mergulhando nas pequenas mas mais numerosas piscinas naturais.


Mordomia

Mais piscinas naturais

Vida boa

Procurando Nemo

Almoçamos no Sabor da Vila, próximo ao hotel e com uma providencial sombra proporcionada pelas plantas que revestem o teto da varanda. Comemos um peixe assado com legumes delicioso!


Almoço

Passamos o resto da tarde fugindo do sol e do calor, e no fim do dia algumas andanças para conhecer mais a vila, com direito a tapioca na barraca em frente ao Tango Café.

Mais a noite comemos o famoso bolinho de peixe do Bar do Souza (no início da Vila, e não versão presente dentro do Projeto Tamar). Com o auxílio de alguns repelentes contra os mosquitos, provamos esta iguaria. Muito gostoso, mas longe de ser o momento gastronômico mais marcante da viagem. Em seguida fomos dormir cedo, pois o dia 6 prometia...